O programa da exposição “Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo” tem por objectivo primordial apresentar o sítio arqueológico, enquadrando-o devidamente nos mecanismos da economia local e imperial romana, de modo a explorar o seu potencial enquanto elemento mediador da transmissão de conhecimentos sobre a temática dos centros produtores de cerâmica na época.
Atendendo ao público-alvo
preferencial, o projecto museográfico adopta um discurso assumidamente
didáctico, suportado
Em complemento, o estudo técnico e funcional de um dos fornos da olaria da Quinta do Rouxinol recorreu ao seu varrimento laser e levantamento fotogramétrico, posteriormente transformado em modelo digital tridimensional que esteve na base de proposta de restituição integral do volume da estrutura. A exposição integra uma réplica à escala natural desse forno, preenchido com reproduções fiéis de ânforas e loiça doméstica recolhida no sítio, de modo a clarificar as suas características e modo de utilização.
Um intenso esforço de tratamento, conservação, restauro, registo e documentação de espólio permitiu apresentar um conjunto de materiais que interessam a comunidade científica mais ligada à problemática da cerâmica romana, mas satisfazem igualmente públicos não especializados.
Principalmente para estes, preparou-se um vasto programa de iniciativas complementares, que se desenrolará ao longo de todo o período de exibição da exposição.
A exposição, assim como a brochura-guia e o folheto de difusão, são bilingues (português e inglês).
A exposição “Quinta do Rouxinol: uma olaria romana no estuário do Tejo” decorre de parceria entre o Ecomuseu Municipal do Seixal e o Museu Nacional de Arqueologia, em projecto apoiado pelo Instituto dos Museus e da Conservação, que co-financiou a planificação museológica e museográfica, no âmbito do Programa Promuseus.
Com este projecto e com o investimento cultural que permitiu a execução e montagem da exposição, a Câmara Municipal do Seixal, através do Ecomuseu, pretendeu dar continuidade ao estudo e divulgação do mais importante sítio arqueológico do concelho (classificado como Monumento Nacional desde 1992), bem como do diversificado espólio que enriqueceu o seu acervo.
Ver Programa de Iniciativas em pdf.