| O Núcleo do Moinho de Maré de Corroios do Ecomuseu Municipal do Seixal (EMS), localizado na proximidade da sede de freguesia, visa a preservação, musealização e manutenção em funcionamento de moinho classificado de Imóvel de Interesse Público, em conjunto com outros moinhos de maré localizados no Concelho do Seixal (Decreto n.º 29/84, de 25 de Junho).
O moinho de maré de Corroios, edificado em 1403 por iniciativa do Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, constitui um exemplo do aproveitamento da energia das marés, cuja aplicação à actividade moageira se generalizou noutros tempos no estuário do Tejo.
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| Moinho de Maré
no Sapal de Corroios |
Moinho de Maré
de Corroios |
Moinho de Maré
de Corroios |
Dotado inicialmente com três moendas e ampliado em época posterior, foi doado pelo Condestável ao Convento de Santa Maria do Carmo de Lisboa, instituição que promoveu, quer a sua administração através da celebração de contratos de aforamento que garantiam a respectiva exploração e conservação, quer a construção de outros edifícios deste tipo no território concelhio.
Em 1834, as ordens religiosas masculinas foram extintas e os seus bens foram incorporados na Fazenda Pública e vendidos a particulares. Assim, o moinho de maré de Corroios veio a ser adquirido por João Luís Lourenço, um importante proprietário local, tendo permanecido na posse dos seus descendentes ao longo de várias gerações, embora a actividade produtiva fosse assegurada por intermédio da família Gomes, que viria a desempenhar um papel de relevo na industrialização do sector moageiro em Portugal.
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Sala de Moagem do
Moinho de Maré de Corroios |
Sala de Moagem do
Moinho de Maré de Corroios |
Moagem no Moinho de
Maré de Corroios |
Posteriormente, entre 1907 e 1930, Manuel Joaquim de Oliveira, importante industrial estabelecido no Seixal, assumiu a exploração deste moinho, tendo efectuado algumas obras de ampliação do edifício. Além da moagem de cereais, promoveu o descasque de arroz, adaptando um dos casais de mós do moinho de Corroios a essa função.
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Trabalho do Moleiro -
instalar os rodízios |
Trabalho do Moleiro -
picar as mós |
Trabalho do Moleiro -
instalar as mós |
O advento das moagens industriais conduziu ao declínio dos sistemas tradicionais de moagem e ao consequente abandono de alguns deles. Tal não se verificou no Moinho de Maré de Corroios, graças à família de Guilherme Almeida, moleiro em Corroios antes da musealização do edifício por iniciativa da Câmara Municipal do Seixal, e que aí pôde divulgar e transmitir a sua técnica e saber-fazer.
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Representação
do
Condestável D. Nuno Álvares Pereira |
Em 1986, após a realização de obras de restauro, o Moinho de Maré de Corroios abriu ao público como um dos núcleos museológicos que integram o Ecomuseu Municipal do Seixal. Depois de várias outras campanhas de obra de recuperação do imóvel e da sua envolvente, este moinho convida-nos a descobrir um património raro, que se encontra em simbiose com o sapal de Corroios, espaço natural protegido, que constitui a mais importante zona húmida existente no concelho.
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| Corte do Moinho de Maré
de Corroios |
Este núcleo museológico visa:
- Contribuir para a valorização e divulgação junto dos diferentes públicos do património construído e natural do concelho do Seixal;
- Contextualizar historicamente o edifício e a actividade que o mesmo representa, nos planos nacional e internacional;
- Realçar a sua integração no meio envolvente, designadamente no sapal de Corroios;
- Evidenciar a sua evolução construtiva;
- Valorizar os princípios técnicos e tecnológicos utilizados;
- Valorizar o acervo do Ecomuseu Municipal do Seixal ligado à moagem tradicional.
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