| O varino Amoroso
e os botes de fragata denominados Gaivotas
e Baía do Seixal
são propriedade da Câmara Municipal do Seixal,
como espólio museológico integrado no EMS.
Adquiridas como embarcações de tráfego
local já desactivadas, a sua
incorporação no EMS destinou-se a preservá-las
e a reactivá-las, como embarcações de
recreio, mediante algumas adaptações
que não alteram a sua estrutura.
As três embarcações tradicionais do estuário
do Tejo do século XX integradas no acervo do EMS, enquanto
património cultural marítimo flutuante-navegante,
são geridas em estreita ligação com a
programação do Núcleo Naval.
São os seguintes os objectivos específicos
da incorporação e da gestão das três
embarcações no EMS:
- contribuir para a conservação de património
natural e cultural – material e imaterial - do estuário
do Tejo;
- activar a transmissão dos saberes e das técnicas
tradicionais de navegação à vela no
contexto do estuário do Tejo e a construção
das memórias colectivas ligadas à cultura
marítima;
- promover a consciência ambiental e a cidadania
activa, contribuindo para a construção e o
auto-reconhecimento de comunidades ribeirinhas que assumam
um papel organizado na preservação dos recursos
naturais marinhos e fluviais.
Entre Abril e Outubro de cada ano, aproximadamente, segundo
as condições atmosféricas, as
embarcações tradicionais do EMS são utilizáveis
pelo público, efectuando passeios no Tejo, segundo
um conjunto de normas
de utilização [PDF - 67 kb] à disposição
de todos os interessados, que para o efeito podem contactar
o Serviço Educativo.
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Embarcações
Amoroso
e Baía do Seixal a navegar |
Embarcando para um
passeio no Tejo |
O Serviço Educativo também o informará
sobre a previsível duração dos passeios
e actividades a bordo da embarcações (habitualmente
entre as três e as nove horas de duração)
e os materiais de informação ou de apoio educativo
disponíveis.
Varino e bote de fragata constituem dois dos diversificados
tipos de embarcações fluviais tradicionais -
construídas de madeira - utilizadas
aproximadamente até aos primeiros anos da década
de setenta do nosso século no tráfego local
entre cais e portos do estuário do Tejo. Quanto à
origem e antiguidade das três embarcações
do EMS, destaca-se o registo mais antigo que conhecemos
do Baía do Seixal,
que data de 1914, assim como
o registo de 1921 do Amoroso
e o de 1934, do Gaivotas.
Sobre as características e descrição
destas embarcações consulte a opção
Acervo
Flutuante/Navegante.
Os botes de fragata Gaivotas
e Baía do Seixal
e o varino Amoroso
iniciaram a sua função de recreio respectivamente
em 1982, 1990 e 1995.
A manutenção destas embarcações
requer, por um lado, o funcionamento
de estaleiros navais artesanais na região e, por outro
lado, a permanência de tripulações que
mantêm activa a transmissão e prática
de técnicas de navegação no estuário
do Tejo (onde podem navegar). Este trabalho é
assegurado pela equipa do EMS, mas é cada vez mais
precário o funcionamento de estaleiros adequados à
sua conservação.
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| Passeio a bordo do Amoroso |
Bilhete de utilizadores
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Cada embarcação navega com uma
tripulação de carácter permanente,
constituída por um mestre (arrais) e, dependendo do
porte da embarcação, um ou vários ajudantes,
devidamente habilitados e credenciados. De acordo com as normas
legais em vigor, o equipamento das embarcações
inclui meios específicos auxiliares
de navegação e de salvamento.
A Câmara Municipal do Seixal providencia a par do
seguro das suas embarcações, o de responsabilidade
civil, assim como de acidentes pessoais dos passageiros legalmente
autorizados, no quadro das normas estabelecidas.
A utilização das embarcações
tradicionais não tem fins lucrativos, visando portanto
objectivos unicamente culturais. |