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| O acervo flutuante do EMS é constituído
pelas três embarcações
tradicionais do Tejo, recuperadas e reutilizadas com
a função de recreio.
A reutilização destas embarcações garante a sua conservação no meio fluvial e em navegação e concilia as preocupações técnicas associadas ao seu tratamento enquanto acervo museológico e as decorrentes do novo uso, que exige obediência a um conjunto de requisitos inerentes à segurança da navegação e ao acesso público de passageiros. Destacam-se as principais adaptações: integração de motor propulsor – como suplemento da propulsão pelo vento e correntes – e instalação de equipamento sanitário mínimo.
A reconstrução e a regular conservação
das embarcações, registadas na Capitania
do Porto de Lisboa como embarcações de
recreio, assim como a sua navegação e
modo de utilização, incluindo lotação,
são submetidas às normas e legislação
em vigor, que não prevê qualquer excepção
para o património cultural deste tipo.
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Bote-de-fragata Baía do
Seixal
Cronologia e história
A mais antiga das embarcações
que integram o acervo do EMS, esta é a
mais antiga, julgando-se a sua construção
anterior a 1914, data do primeiro
registo conhecido, no qual
integra
herança a favor de Francisco Faria Caria
Junior e outros herdeiros oriundos de Aldegalega
de Ribatejo, actualmente Montijo. Neste registo,
feito na Delegação Marítima
do Barreiro, o bote chamava-se então Emília, com o número de registo B 33 TL. Em
1922, foi vendido a
José Fernandes Conim (de Sarilhos Pequenos,
na Moita) e a Guilherme Augusto Esteves (de Coina,
no Barreiro) que lhe alteraram a designação
para Flôr
de Coina. Ainda nesse
ano, José Fernandes Conim tornou-se o único
proprietário da embarcação, que passou a ter o nome de
Emília
José. Em 1936, foi adquirida pelo armador Salvador Rodrigues Pampulim, de Lisboa, e ganhou a designação Cici. Comprada pela Tertejo - Cargas, Armazenagem e Comércio Geral, Lda., de Alhandra, em 1971, foi finalmente adquirida pela Câmara Municipal do Seixal, recuperada no estaleiro Álvaro Lopes Venâncio & Filhos, em Amora, e, em 1989, registada como Baía do Seixal, passando a operar como embarcação de recreio para fins culturais.
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| Características
técnicas actuais |

Baía do Seixal |
| Registo
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5356 LX
5 |
| Comprimento
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12,45m;
Boca: 3,59m; Pontal: 1,47m |
| Armação
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Vela latina
quadrangular e estai |
| Área
vélica |
70,45m2
(Grande: 59,07m2; estai: 11,38m2) |
| Deslocamento |
16 T.A.B. (Toneladas
de Arqueação Bruta) |
| Tripulação
|
Arrais
e um marinheiro |
| Lotação
máxima de passageiros |
56 |
| Motor
auxiliar |
Cummins,
4 cil., 76 HP |
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Bote-de-fragata Gaivotas
Cronologia e história
Construído no estaleiro
de António Maria Duarte, em Alhandra no
ano de 1934, teve como primeiro proprietário
Manuel Oliveira Valente, residente em Póvoa
de Santa Iria, que lhe atribuiu a designação
de Aurora 1º, segundo registo da Delegação
Marítima de Vila Franca de Xira, com o
número VF 425 TL. Em 1959, o barco foi
vendido a José Saraiva Birrento, de Samora
Correia e, em 1961, a José António
Paulo residente em Salvaterra de Magos, tendo
mantido até então a sua designação
original. Em 1966, comprou-o Abílio
de Oliveira Trindade, de Lisboa, que o designou
de Abílio
Trindade. Em 1971,
passou a ter por proprietário João Luís da Silva
Gervásio, residente no Montijo, que
lhe atribuiu o seu próprio nome, isto é,
João Luís. Em 1975, o estaleiro Álvaro Lopes Venâncio & Filhos, localizado na Amora, adquiriu a embarcação, oferecendo-a, em 1981, à Câmara Municipal do Seixal. Depois de recuperada no estaleiro de mestre José Francisco Lopes, no Gaio (Moita), foi registada como embarcação de recreio, com a designação de Gaivotas. Foi a primeira embarcação recuperada pela autarquia seixalense a ser reutilizada, tendo começado a navegar no Tejo com fins culturais em 1983.
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Características técnicas
actuais |

Gaivotas |
| Registo
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1874
LX 5 |
| Comprimento
|
15,40m;
Boca: 4,40m; Pontal: 1,70 |
| Armação
|
Vela
latina quadrangular e estai |
| Deslocamento
|
:25 T.A.B. (Toneladas de Arqueação Bruta) |
| Tripulação
|
Arrais
e um marinheiro |
Lotação
máxima
de passageiros |
64 |
| Motor
auxiliar |
Cummins, 4 cil., 76
HP |
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Encontra-se em estaleiro para trabalhos de recuperação
e instalação de motor. |
Varino Amoroso
Cronologia e história Construído em Abrantes no ano de 1921, foi vendido por Manuel Maria Duarte, calafate local, a Eduardo Rodrigues Boto, residente em Lisboa. O primeiro registo foi feito na Delegação Marítima do Barreiro, ficando a embarcação com o número B 789 TL e a designação de Eduardo. Em 1936, o varino foi vendido a Serafim Rodrigues Boto, também residente em Lisboa, que passou a chamar-lhe Eduardo Primeiro. No ano de 1945, foi adquirido por vários proprietários de Lisboa, entre os quais Manuel Gomes Leite, adquirindo o nome que ainda mantém: Amoroso. Em 1963, foi vendido a Carnot da Cruz Durão, importante armador, e em 1977 tornou-se propriedade da Transpormar – Sociedade Cooperativa de Transportes Marítimos, E.P., à qual foi finalmente adquirido pela Câmara Municipal do Seixal, em 1981. Integrado na estrutura museológica municipal à data da sua criação, em 1982, foi recuperado no estaleiro de mestre Jaime Costa (Sarilhos Pequenos, Moita) a partir de 1992 e com o apoio da Região de Turismo de Setúbal. Em 1995, foi registado para reutilização como embarcação de recreio. |
Características
técnicas actuais |

Amoroso |
| Registo
|
9957 LX
5 |
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Comprimento |
24,25m;
Boca: 6,22m; Pontal: 2,40 |
| Armação
|
Vela latina
quadrangular e estai |
| Área
vélica |
197,84m2
(Grande: 173,18m2; estai: 24,66m2) |
| Deslocamento
|
75 T.A.B.
(Toneladas de Arqueação Bruta) |
| Tripulação
|
Arrais
e um marinheiro |
| Lotação
máxima de passageiros |
80 |
| Motor
auxiliar |
Cummins,
6 cil., 115 HP |
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